03/10/26

A intolerância política, o crescimento da violência eleitoral e os riscos do extremismo para a democracia brasileira.

ACORDA BRASIL! O ÓDIO POLÍTICO NÃO PODE VENCER A DEMOCRACIA! AMANHÃ, 04/10/2026, SÓ EXERÇA SUA CIDADANIA!

Tema:

E a recordação do crescimento do ódio, da intolerância e da violência política desde as eleições brasileiras de 2018, 2022 e 2026.

1. INTRODUÇÃO

Estamos às vésperas de mais uma eleição presidencial no Brasil. Amanhã, domingo, 4 de outubro de 2026, milhões de brasileiros irão às urnas para exercer um dos direitos mais importantes da democracia: o voto.

Entretanto, em meio às disputas eleitorais, uma preocupação precisa chamar a atenção de toda a sociedade: o crescimento da intolerância, das agressões verbais, das ameaças e da violência motivadas por divergências políticas.

O que deveria ser um momento de participação cidadã, debate de ideias e respeito às diferenças acaba, muitas vezes, transformado em um ambiente de hostilidade, desconfiança e confrontos.

Até quando vamos permitir que a escolha de um candidato seja motivo de desentendimentos, rompimentos familiares, perseguições e até agressões físicas?

QUANDO A DISPUTA POLÍTICA SE TRANSFORMA EM ÓDIO

Estamos na véspera de mais um momento decisivo para a democracia brasileira. Amanhã, domingo, 4 de outubro de 2026, milhões de brasileiros irão às urnas para exercer seu direito de escolher seus representantes.

Entretanto, em meio à disputa eleitoral, uma questão preocupante merece nossa atenção: até que ponto a divergência política está sendo transformada em ódio, intolerância e violência entre cidadãos?

Minha opinião é que estamos diante de um problema que ultrapassa as diferenças ideológicas. É triste observar tantas manifestações de raiva, humilhações, ameaças e ofensas nas redes sociais, especialmente contra pessoas que simplesmente pensam de maneira diferente.

Por que tanta hostilidade? Desde quando escolher um candidato passou a ser motivo para romper amizades, desrespeitar familiares, ameaçar vizinhos e até agredir pessoas?

A democracia não pode ser confundida com uma guerra entre brasileiros. O voto é um direito individual, não uma autorização para perseguir, intimidar ou humilhar quem escolhe outro caminho político.

2. A DESCRIÇÃO DE UM CENÁRIO PREOCUPANTE

Basta acompanhar determinadas discussões nas redes sociais para perceber como o debate político pode se transformar em um verdadeiro campo de batalha.

Eleitores que apoiam Lula e seus aliados relatam hostilidades, provocações e ataques de adversários políticos. Da mesma forma, apoiadores de outros candidatos também podem ser alvo de insultos, ameaças e agressões por parte de adversários.

É importante reconhecer que existem pessoas intolerantes em diferentes correntes ideológicas. Há eleitores de esquerda que exageram nas acusações, compartilham informações falsas e recorrem a ofensas pessoais. Isso também precisa ser criticado.

Entretanto, não podemos ignorar os episódios documentados de violência política envolvendo apoiadores de diferentes grupos, inclusive os ligados ao bolsonarismo, especialmente quando há ameaças, intimidação, utilização de armas ou ataques contra pessoas por suas posições políticas.

O problema se torna ainda mais grave quando discursos extremistas passam a justificar comportamentos violentos, como se a divergência política fosse uma ameaça que precisasse ser eliminada.

A democracia não pode funcionar sob a lógica de que somente um lado tem o direito de existir, falar e escolher seus representantes.

3. A VIOLÊNCIA POLÍTICA: UMA ADVERTÊNCIA BASEADA EM FATOS

A história recente do Brasil oferece exemplos concretos de que a violência política não é uma preocupação imaginária.

Nas eleições de 2018, o país já enfrentava episódios de agressões e confrontos relacionados à disputa política. O próprio então candidato Jair Bolsonaro foi vítima de um atentado a faca durante um ato de campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais, em setembro daquele ano.

Em 2022, o cenário também foi marcado por episódios graves. Levantamento da Agência Pública identificou pelo menos 148 casos de violência eleitoral entre o início da campanha e o primeiro turno, incluindo ataques com armas de fogo, facas, agressões e assassinatos.

Outro levantamento, realizado pela Justiça Global e pela Terra de Direitos, apontou um crescimento expressivo dos registros de violência política e eleitoral em comparação com o ciclo de 2018.

Esses números revelam um problema que ultrapassa as disputas entre partidos. Quando a violência entra na política, a liberdade de expressão, o direito ao voto e a segurança dos cidadãos ficam ameaçados.

E agora, em 2026, diante de uma sociedade ainda marcada pela polarização, é indispensável observar com responsabilidade os novos episódios de ameaças, intimidação e agressões, sem transformar denúncias individuais em acusações generalizadas contra milhões de eleitores.

4. UMA CRÍTICA AO EXTREMISMO E À INTOLERÂNCIA

DESCRIÇÃO E ANÁLISE CRÍTICA — O AVANÇO DA INTOLERÂNCIA POLÍTICA

Desde as eleições de 2018, passando pelas de 2022 e chegando ao pleito de 2026, a polarização política brasileira tem ocupado um espaço cada vez mais expressivo no debate público.

As redes sociais, que deveriam servir também como instrumentos de comunicação, informação e participação cidadã, muitas vezes se transformam em ambientes de ataques pessoais, disseminação de informações falsas e confrontos ideológicos.

É evidente que existem manifestações agressivas em diferentes campos políticos. Há eleitores de esquerda, centro e direita que ultrapassam os limites do respeito, reproduzem discursos ofensivos e compartilham conteúdo sem verificar sua veracidade.

Entretanto, considero necessário discutir criticamente as manifestações de setores do bolsonarismo e da direita radical que adotam discursos de intolerância, defendem soluções autoritárias ou tratam adversários políticos como inimigos a serem eliminados do debate público.

Não se trata de condenar todos os eleitores de direita, muito menos de atribuir a um grupo inteiro a responsabilidade pelas atitudes de indivíduos. Trata-se de identificar e questionar comportamentos concretos que ameaçam a convivência democrática, independentemente de quem os pratique.

Quando aparecem ameaças, intimidações, agressões físicas, exaltação da violência armada e ataques contra instituições democráticas, precisamos acender um sinal de alerta.

O problema se torna ainda mais grave quando a violência política encontra justificativas em discursos de ódio, fanatismo ideológico ou interpretações distorcidas da realidade.

É necessário fazer uma distinção: ser de direita, de esquerda ou de centro não significa, por si só, ser extremista ou antidemocrático.

O problema está nas atitudes que desrespeitam os direitos dos outros, incentivam a violência, ameaçam adversários e tentam substituir o diálogo pela intimidação.

Quando determinados grupos políticos tratam seus adversários como inimigos da pátria, inimigos de Deus ou pessoas que não merecem os mesmos direitos, criam um ambiente favorável à desumanização e ao confronto.

É nesse contexto que se torna pertinente discutir o conceito de neofascismo, utilizado por pesquisadores e analistas para estudar movimentos contemporâneos que apresentam características autoritárias, ultranacionalistas e hostis ao pluralismo democrático.

Entretanto, o uso desse conceito exige responsabilidade. Nem todo conservador, eleitor de direita ou apoiador de um candidato pode ser classificado como fascista. É preciso analisar discursos, comportamentos, propostas e ações concretas.

A crítica deve se dirigir às práticas autoritárias e violentas, independentemente de quem as pratique.

Afinal, não existe coerência em defender a democracia enquanto se tenta silenciar, humilhar ou agredir quem pensa diferente.

5. REFUTAÇÃO: NENHUMA IDEOLOGIA JUSTIFICA A VIOLÊNCIA

Algumas pessoas procuram justificar agressões políticas alegando que seus adversários representam uma ameaça ao país ou que determinadas causas seriam tão importantes que autorizariam qualquer tipo de reação.

Mas será que uma convicção política, por mais forte que seja, concede a alguém o direito de ameaçar ou agredir outra pessoa?

A resposta precisa ser clara: não!

Não é aceitável agredir alguém por votar em Lula, Flávio Bolsonaro ou qualquer outro candidato. Também não é aceitável perseguir, ameaçar ou constranger cidadãos por suas convicções ideológicas, religiosas ou partidárias.

A liberdade de expressão não é uma autorização para cometer violência, difamar pessoas ou estimular perseguições.

Da mesma maneira, combater o extremismo não significa adotar os mesmos métodos de intolerância que se pretende denunciar.

Precisamos reconhecer os erros de todos os lados, cobrar coerência dos representantes políticos e rejeitar qualquer discurso que incentive a violência.

A democracia exige responsabilidade, respeito às leis e compromisso com a convivência entre pessoas que possuem opiniões diferentes.

6. ANÁLISE INFORMATIVA: O QUE ESTÁ EM JOGO?

O que está em jogo nestas eleições não é apenas a escolha de um presidente ou de um partido. Também está em discussão a qualidade da nossa convivência democrática.

Uma sociedade na qual os cidadãos têm medo de declarar seu voto, expressar suas opiniões ou participar de manifestações políticas enfrenta um problema que não pode ser tratado como simples rivalidade eleitoral.

As redes sociais ampliaram as possibilidades de comunicação e participação. Contudo, também podem facilitar a disseminação de notícias falsas, discursos de ódio, ameaças e conteúdos manipulados.

É fundamental que cada cidadão desenvolva o senso crítico, verifique as informações antes de compartilhá-las e não se deixe conduzir por publicações que estimulam a raiva e a desconfiança sem apresentar provas.

Também cabe aos candidatos, partidos, lideranças religiosas, influenciadores e demais figuras públicas reconhecer a responsabilidade que possuem na formação do ambiente político.

O Brasil precisa de lideranças que saibam discordar sem estimular perseguições e de cidadãos que compreendam que o adversário político continua sendo um ser humano, com os mesmos direitos fundamentais.

7. UMA PALAVRA DE ADVERTÊNCIA AOS BRASILEIROS

Amanhã, milhões de brasileiros terão a oportunidade de manifestar sua vontade por meio do voto.

Que ninguém transforme esse direito em motivo de ameaça, provocação ou agressão.

Não vale a pena perder uma amizade, destruir uma relação familiar ou colocar uma vida em risco por causa de uma disputa eleitoral.

Nenhum candidato merece que seus eleitores cometam crimes em seu nome. Nenhum partido está acima da Constituição. Nenhuma ideologia possui o direito de retirar dos demais cidadãos a liberdade de pensar e escolher.

É preciso ter cuidado com aqueles que alimentam o ódio, exploram o medo e tentam convencer a população de que a violência é uma solução política.

A história demonstra que a intolerância pode produzir consequências devastadoras quando deixa de ser combatida e passa a ser tratada como comportamento normal.

Que as urnas sejam respeitadas, que os resultados sejam tratados dentro das regras democráticas e que eventuais questionamentos sejam encaminhados pelos meios legais.

8. COMENTÁRIO FINAL: O BRASIL PRECISA DE PAZ, RESPEITO E DEMOCRACIA

Minha reflexão é simples: não precisamos pensar todos da mesma maneira para construir um país melhor.

Podemos discordar de Lula, de Flávio Bolsonaro, dos partidos de esquerda, de direita ou de centro. Podemos criticar governos, questionar propostas e cobrar resultados. Isso faz parte da democracia.

O que não podemos aceitar é que a política se transforme em uma justificativa para o ódio, a perseguição e a violência.

O voto é livre. A consciência também deve ser livre.

Que cada brasileiro escolha seu candidato com responsabilidade, sem abrir mão da humanidade, do respeito e da capacidade de dialogar.

O Brasil é muito maior do que qualquer partido, liderança ou disputa eleitoral.

Acorda, Brasil! A democracia não precisa de inimigos imaginários nem de cidadãos transformados em adversários permanentes. Precisa de pessoas conscientes, capazes de defender suas convicções sem destruir o direito dos outros.

Que a força do voto prevaleça sobre a força da violência. Que o respeito prevaleça sobre o ódio. E que a democracia brasileira continue sendo um espaço de liberdade para todos!

A VIOLÊNCIA POLÍTICA NO BRASIL: FATOS QUE MERECEM ATENÇÃO

Os números e levantamentos recentes demonstram que a violência política não é apenas uma impressão individual ou um fenômeno restrito às redes sociais.

Um estudo preliminar divulgado em setembro de 2026 pelas organizações Justiça Global e Terra de Direitos registrou 354 episódios de violência política no Brasil entre 28 de outubro de 2024 e 15 de agosto de 2026, uma média de um episódio a cada 44 horas.

Entre os registros estavam ameaças, ofensas, agressões físicas, atentados e assassinatos. O levantamento também apontou a presença expressiva de mulheres entre as vítimas.

Outro dado preocupante foi divulgado pela Agência Brasil em outubro de 2026. Entre janeiro e agosto deste ano, o Ligue 180 recebeu 1.564 denúncias de violência política contra mulheres, incluindo ameaças, difamação, intimidação, ataques racistas e transfóbicos e outras formas de violência.

Esses números revelam uma realidade que exige atenção das autoridades, dos partidos políticos, das lideranças sociais e de toda a população.

Não podemos aceitar que a participação política seja acompanhada pelo medo de sofrer ameaças ou agressões.

É igualmente importante reconhecer que os dados apresentados não autorizam atribuir todos esses episódios a uma única corrente ideológica. A responsabilidade por cada ocorrência precisa ser apurada com base em evidências.

O que deve ser combatido é a violência, venha de onde vier.

A CRÍTICA — QUANDO O ADVERSÁRIO É TRATADO COMO INIMIGO

Minha maior preocupação está na naturalização da agressividade política.

É preocupante quando pessoas passam a considerar aceitável ofender, ameaçar ou agredir alguém simplesmente porque essa pessoa manifesta apoio a Lula, a Flávio Bolsonaro ou a qualquer outro candidato.

Também considero perigoso quando discursos políticos estimulam a desconfiança generalizada, alimentam teorias conspiratórias sem provas ou apresentam adversários como inimigos da pátria, da família ou da religião.

A liberdade de expressão é um direito fundamental, mas não deve ser utilizada como justificativa para ameaças, perseguições e incitação à violência.

Da mesma forma, criticar um candidato, denunciar irregularidades ou questionar decisões de governos e instituições faz parte da democracia. O que não podemos fazer é transformar a crítica política em autorização para desumanizar pessoas.

Quando a política perde o compromisso com a verdade e o respeito, abre espaço para a manipulação das emoções e para o enfraquecimento do diálogo.

E aqui deixo uma reflexão: que democracia estamos construindo quando uma pessoa tem medo de declarar seu voto diante dos próprios amigos, familiares ou vizinhos?

NEM TODA CRÍTICA É ÓDIO, NEM TODA DIVERGÊNCIA É EXTREMISMO

É necessário fazer uma distinção importante.

Criticar o governo Lula não significa ser fascista. Apoiar Flávio Bolsonaro ou qualquer outro candidato de direita não significa defender a violência ou rejeitar a democracia.

Da mesma maneira, apoiar candidatos de esquerda não torna ninguém automaticamente defensor da justiça social, da tolerância ou da democracia. É preciso avaliar ideias, propostas, comportamentos e ações concretas.

O problema começa quando a convicção política se transforma em intolerância e quando o direito de discordar deixa de ser reconhecido.

Não podemos combater o extremismo reproduzindo os mesmos métodos que criticamos. Se condenamos a agressividade de determinados grupos, também precisamos reconhecer e repudiar os excessos praticados por pessoas que compartilham nossas próprias convicções.

A democracia exige coerência. Não basta defender o respeito apenas quando somos nós os ofendidos.

A verdadeira liberdade política pressupõe que todos possam escolher seus representantes sem ameaças, constrangimentos ou violência.

ADVERTÊNCIA FINAL — O BRASIL PRECISA SUPERAR A CULTURA DO ÓDIO

O que está em jogo não é apenas o resultado das eleições de amanhã. Está em jogo a qualidade das relações humanas e a capacidade de convivermos com nossas diferenças.

A história demonstra que a intolerância política e os discursos de desumanização podem criar condições favoráveis para perseguições, autoritarismo e graves violações de direitos.

Por isso, precisamos estar atentos aos discursos que exaltam a violência, incentivam a perseguição de adversários e tentam justificar atitudes antidemocráticas em nome de supostos interesses nacionais.

Não podemos permitir que o fanatismo político se sobreponha à razão, à solidariedade e ao respeito à dignidade humana.

Também precisamos cobrar responsabilidade de candidatos, dirigentes partidários, influenciadores e lideranças religiosas e sociais. Quem possui grande capacidade de mobilizar pessoas deve compreender que suas palavras podem contribuir tanto para a pacificação quanto para o agravamento dos conflitos.

A responsabilidade é coletiva, mas não elimina a responsabilidade individual de quem ameaça, agride ou incentiva a violência.

MINHA OPINIÃO E COMENTÁRIO FINAL — O VOTO É LIVRE, A CONSCIÊNCIA TAMBÉM!

Minha opinião é que o Brasil precisa urgentemente recuperar o respeito pelo pensamento diferente.

Não sou obrigado a concordar com as escolhas políticas de ninguém, assim como ninguém é obrigado a concordar com as minhas. Entretanto, todos temos o dever de reconhecer que o direito ao voto pertence igualmente a cada cidadão.

Amanhã, milhões de brasileiros terão a oportunidade de expressar suas escolhas nas urnas. Que esse momento seja vivido com responsabilidade, serenidade e respeito.

Que cada eleitor possa votar de acordo com sua consciência, sem precisar enfrentar ameaças, agressões ou constrangimentos.

Que os brasileiros compreendam que nenhum candidato, partido ou ideologia está acima da democracia e dos direitos fundamentais.

Afinal, depois das eleições, continuaremos compartilhando nossas cidades, nossos bairros, nossas famílias, nossos locais de trabalho e nosso país.

Uma eleição termina, mas as consequências do ódio podem permanecer por muitos anos.

Não precisamos pensar da mesma maneira para construir um Brasil melhor. Precisamos aprender a discordar sem odiar, criticar sem humilhar e defender nossas convicções sem destruir a liberdade dos outros.

O Brasil não precisa de mais inimigos internos. Precisa de cidadãos conscientes, de instituições respeitadas e de uma democracia em que a divergência seja um direito, não uma ameaça.

QUE O VOTO SEJA A VOZ DA CIDADANIA, E NÃO UMA ARMA CONTRA O PRÓPRIO POVO!

Prof. Antônio Sanceí
Escritor, educador e cidadão brasileiro.

 

Fontes para consulta e fundamentação

  • Agência Pública — Violência eleitoral em 2022: levantamento de pelo menos 148 episódios de violência política entre o início da campanha e o primeiro turno, com registros de ataques armados e assassinatos.
  • Justiça Global e Terra de Direitos — Violência Política e Eleitoral no Brasil: estudo que identificou o aumento dos casos de violência política em 2022 em comparação com 2018.
  • ACLED — Political Violence During Brazil’s 2022 General Elections: análise dos episódios de violência envolvendo representantes e apoiadores de partidos políticos nos ciclos eleitorais de 2018 e 2022.
  • Justiça Global e Terra de Direitos — Levantamento de 2026: dados preliminares apontam 354 episódios de violência política entre outubro de 2024 e agosto de 2026, antes do início da campanha eleitoral.

·         ·  Agência Brasil — Ligue 180 tem 1,5 mil denúncias de violência política contra mulher. Dados divulgados em 1º de outubro de 2026.

·         Brasil registrou um caso de violência política a cada 44h mesmo fora do período eleitoral

·         . Estudo preliminar sobre episódios registrados entre outubro de 2024 e agosto de 2026.

·         ·  Tribunal Superior Eleitoral (TSE) —

·         Calendário eleitoral

·         . Informações oficiais sobre o processo eleitoral de 2026.

 

02/10/26

A GUERRA RELIGIOSA, A INTOLERÂNCIA E A DEMOCRACIA COM UM ALERTA URGENTE PARA O BRASIL NESTAS ELEIÇÕES DE 2026!

 

Tema

A instrumentalização da fé, a intolerância religiosa e o desgaste do Estado Democrático de Direito sob o crivo da polarização política nas Eleições de 2026.

INTRODUÇÃO

A guerra religiosa, a intolerância contra diferentes crenças e os riscos de transformar a religião em instrumento de conflito político no Brasil é uma realidade. Basta olhar para a história da humanidade que nos mostra que a intolerância religiosa pode produzir consequências extremamente graves quando o respeito à fé do outro é substituído pelo ódio, pela perseguição, pela violência e pela tentativa de impor uma crença sobre as demais.

Ao longo dos séculos, conflitos religiosos estiveram relacionados a perseguições, destruição de patrimônios, violência contra comunidades e profundas divisões sociais.

No Brasil contemporâneo, a liberdade religiosa é um direito constitucional. O artigo 5º da Constituição Federal garante a liberdade de consciência e de crença, o livre exercício dos cultos e a proteção aos locais de culto e às suas liturgias.

Por isso, defender a própria fé não significa ter o direito de atacar a fé alheia.

A história humana revela que poucas forças foram tão intensamente mobilizadas para o controle e a divisão das sociedades quanto o sentimento religioso. A fé, essência íntima e espiritual do ser humano, frequentemente tem sido desviada de sua finalidade de acolhimento e transcendência para se transformar em um instrumento de dominação e ódio. No atual cenário das Eleições Gerais de 2026, essa chaga histórica ressurge com força alarmante no Brasil, ecoando com particular intensidade em estados como Goiás e em sua capital, Goiânia. O uso eleitoreiro de dogmas, os ataques infundados e a propagação de mentiras sobre símbolos sagrados evidenciam uma estratégia perigosa de neofascismo cultural e político, que ameaça a paz social e a convivência plural.

Ampla Descrição e Crítica Baseadas em Fatos

A guerra religiosa não é um fenômeno novo; no passado, serviu de justificativa para cruzadas, inquisições e conflitos sangrentos que dizimaram civilizações sob a bandeira de uma suposta pureza doutrinária. No presente, contudo, o campo de batalha migrou das lâminas para as telas digitais e para os palanques eletrônicos.

Nas últimas semanas que antecedem o pleito de 2026, o debate público foi sequestrado por ondas de desinformação de cunho religioso:

·         O Caso de Nossa Senhora Aparecida: Redes sociais foram inundadas por boatos falsos que tentavam ligar campanhas políticas a propostas de retirada do título de Padroeira do Brasil da santa católica — uma narrativa manipuladora gerada para inflamar o eleitorado religioso.

·         Ataques Institucionais: Candidatos e grupos extremistas passaram a fustigar abertamente instituições como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), gerando um histórico documentado de dezenas de ataques discursivos contra o episcopado e autoridades eclesiásticas que defendem os direitos humanos e a democracia.

·         Intolerância Cotidiana e Histórica: A destruição de imagens sacras em municípios goianos (como o caso em Nerópolis investigado pela Polícia Civil) e a persistência de atos de intolerância contra terreiros e religiões de matriz africana demonstram que o clima de ódio atinge diretamente a liberdade de culto garantida pela Constituição.

No caso de Nerópolis, muito embora hajam casos de vandalismo e ataques a símbolos religiosos que tenham gerado investigações em nível nacional, o caso de maior repercussão no estado de Goiás (o incêndio de Nerópolis) foi esclarecido pelas autoridades policiais como sendo um acidente decorrente de oferenda de velas, e não como um ato de destruição proposital

Refutação e Análise Informativa (Com Fontes)

O avanço dessa retórica agressiva baseia-se em premissas falsas que exigem rigorosa refutação à luz dos fatos e das checagens oficiais:

1.      A Falsidade das Narrativas Eleitorais: Órgãos de checagem de fatos e investigações jornalísticas (validadas por veículos como UOL Confere, Estadão Verifica e agências especializadas) comprovaram que o debate sobre a alteração do status de Nossa Senhora Aparecida baseou-se em um projeto arquivado há mais de uma década (datado de 2007) e sem qualquer relação com os candidatos atuais envolvidos na polêmica recente. Trata-se de engodo político para criar pânico moral.

2.      A Posicionamento das Igrejas: Tanto a CNBB quanto lideranças evangélicas sensatas têm reiterado exaustivamente que "as igrejas não são currais eleitorais". A própria instituição católica refutou acusações infundadas de alinhamento partidário automático, reforçando que o papel da fé é a defesa do Evangelho, dos vulneráveis e da democracia, e não servir de palanque para o divisionismo fascista.

3.      O Pacto pela Paz: Diante da escalada de conflitos, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em conjunto com o Supremo Tribunal Federal (STF) e lideranças de diversas matrizes religiosas (católicos, evangélicos, judeus, muçulmanos e espíritas), firmou o Pacto Nacional pela Paz e Tolerância nas Eleições de 2026, buscando frear a violência discursiva e assegurar o pluralismo democrático.

VERDADE SEJA DITA;

O Pacto Nacional pela Paz e Tolerância nas Eleições 2026, celebrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em conjunto com cerca de 50 entidades religiosas, conselhos de fé e organizações da sociedade civil, tem como grande objetivo blindar o processo eleitoral contra o discurso de ódio, a violência política e a exploração divisionista da fé.

A iniciativa busca estabelecer uma frente ampla em defesa da cidadania democrática e apoia-se em diretrizes e pontos fundamentais:

1. Principais Diretrizes e Valores Defendidos

·         Respeito Mútuo e à Pluralidade: Estimula o reconhecimento legítimo da diversidade de crenças, visões de mundo e opiniões políticas, estabelecendo que a divergência ideológica ou confessional jamais pode ser sinônimo de inimizade ou ódio.

·         Promoção da Cultura de Paz: Incentiva a disseminação de mensagens institucionais e comunitárias focadas na não violência e na pacificação dos ânimos nos espaços públicos e digitais durante o período eleitoral.

·         Combate à Desinformação e aos Ataques Pessoais: Defende a primazia do debate de propostas e ideias em substituição aos ataques difamatórios, às fake news de cunho religioso e à manipulação de símbolos sagrados para fins eleitoreiros.

2. Ações Práticas Firmadas no Acordo

O pacto não se restringe a uma carta de intenções; ele prevê a atuação conjunta entre a Justiça Eleitoral e as lideranças espirituais para:

·         Campanhas Educativas: Realização de encontros, eventos e veiculação de materiais educativos voltados à conscientização cidadã contra a violência política.

·         Engajamento de Redes Comunitárias: Reconhecer que as lideranças e templos religiosos capilarizam a sociedade e chegam a locais onde o Estado muitas vezes não atinge, transformando os líderes de diferentes matizes (católicos, evangélicos, espíritas, matrizes africanas, judaicas, islâmicas, entre outras) em agentes ativos de diálogo e moderação.

·         Alinhamento Internacional: A iniciativa está conectada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), especificamente no que tange à promoção de sociedades pacíficas, justas e inclusivas.

O cerne do pacto sintetiza-se na premissa de que a fé e a política devem caminhar no sentido da dignidade humana: a religião como espaço de transcendência, fraternidade e caridade, e a eleição como festa democrática soberana, livre de intimidação e intolerância.

UMA HERANÇA HISTÓRICA QUE NÃO PODE SER REPETIDA

A chamada “guerra religiosa” não pertence apenas aos livros de História. Em diferentes períodos, disputas envolvendo religião, poder político, identidade e território produziram perseguições e conflitos prolongados.

A principal lição histórica é simples: quando uma sociedade começa a considerar determinada religião como inimiga, a convivência democrática fica ameaçada.

O problema não está na existência de diferentes religiões.

O problema começa quando alguém acredita que sua própria crença lhe dá o direito de humilhar, perseguir, destruir ou silenciar quem acredita de maneira diferente.

O QUE OCORRE NO BRASIL?

No Brasil, episódios de intolerância religiosa continuam sendo registrados e investigados pelas autoridades.

O Ministério da Igualdade Racial, por exemplo, informou em julho de 2026 ter encaminhado às autoridades casos recentes relacionados a racismo religioso, incluindo uma situação envolvendo o ensino da história e cultura afro-brasileira e outra relacionada à liberdade de culto durante uma cerimônia de Tambor de Mina.

Isso demonstra que a intolerância religiosa não deve ser tratada como simples “briga de opiniões”.

Quando uma pessoa é atacada por sua crença, quando um templo é violado, quando símbolos religiosos são destruídos ou quando uma comunidade é discriminada por sua tradição espiritual, estamos diante de uma questão que pode envolver direitos fundamentais e, dependendo do caso concreto, responsabilidades jurídicas.

E A FÉ CATÓLICA?

O respeito à liberdade religiosa precisa valer também para os católicos.

Ataques contra igrejas, destruição de imagens de santos, profanação de símbolos, ameaças a religiosos ou manifestações de ódio contra a doutrina católica não devem ser normalizados.

Da mesma maneira, críticas a aspectos da Igreja Católica fazem parte da liberdade de expressão quando realizadas dentro dos limites legais. Crítica religiosa e violência religiosa não são a mesma coisa.

É perfeitamente possível discordar de uma doutrina sem transformar o fiel em inimigo.

E AS RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA?

O mesmo princípio deve ser aplicado às religiões de matriz africana, como Umbanda e Candomblé.

Nenhuma pessoa deveria ser discriminada, ameaçada ou atacada simplesmente por seguir uma tradição religiosa diferente.

O próprio poder público tem reconhecido a necessidade de enfrentar situações de racismo religioso e garantir o exercício da liberdade de culto.

Portanto, combater a intolerância religiosa exige coerência: defender a liberdade religiosa significa defendê-la para todos, inclusive para aqueles cuja fé não compartilhamos.

RELIGIÃO E POLÍTICA NAS ELEIÇÕES DE 2026

Nas Eleições 2026, outro problema merece atenção: a utilização das redes sociais para espalhar informações falsas, conteúdos manipulados e discursos capazes de aprofundar conflitos políticos e sociais.

O Tribunal Superior Eleitoral mantém mecanismos específicos de enfrentamento à desinformação e atualizou, para o pleito de 2026, sua plataforma Fato ou Boato, destinada à divulgação de informações verificadas e conteúdos educativos.

O TSE também estabeleceu critérios para conteúdos produzidos ou modificados por inteligência artificial, inclusive os chamados deepfakes.

Isso é particularmente importante quando religião e política se misturam.

Uma mensagem falsa dizendo que determinado candidato pretende perseguir uma religião, destruir igrejas, proibir uma crença ou favorecer determinada tradição pode provocar medo, revolta e hostilidade antes mesmo que os fatos sejam verificados.

REFUTAÇÃO: NÃO É PRECISO CONCORDAR PARA RESPEITAR

É necessário rejeitar uma falsa escolha segundo a qual uma pessoa precisa abandonar sua própria fé para respeitar a fé dos outros.

Um católico pode ser católico e respeitar um evangélico.

Um evangélico pode professar sua fé e respeitar um católico.

Um umbandista pode preservar sua tradição e respeitar outras religiões.

Uma pessoa sem religião também possui o direito de não acreditar.

A democracia não exige que todos pensem da mesma maneira.

Ela exige que pessoas diferentes possam conviver sob as mesmas garantias de liberdade e respeito.

O PERIGO DA POLITIZAÇÃO DO ÓDIO

O problema surge quando diferenças religiosas são utilizadas para criar inimigos políticos.

Nesse ambiente, determinados grupos podem ser apresentados como ameaça à família, à religião, à pátria ou à própria sociedade sem que as afirmações sejam devidamente comprovadas.

É justamente nesse ponto que a população precisa redobrar a atenção.

Não basta perguntar:

“Quem disse isso?”

Também é necessário perguntar:

“Qual é a fonte?”
“Existe prova?”
“A informação está completa ou foi retirada de contexto?”
“Essa imagem ou vídeo é verdadeiro?”
“Existe confirmação em fontes independentes?”

Nas eleições de 2026, o próprio TSE alerta para os riscos da desinformação, inclusive aquela produzida ou modificada por inteligência artificial.

ADVERTÊNCIA

É preciso despertar para a realidade dos fatos, mas despertar não significa escolher um lado político automaticamente.

Significa verificar antes de compartilhar, questionar antes de acreditar e conhecer antes de acusar.

Nenhuma religião deve ser transformada em arma eleitoral.

Nenhum candidato deveria ser julgado por uma informação falsa.

Nenhum cidadão deveria ser atacado por sua fé.

E nenhum grupo religioso deveria ser transformado em inimigo coletivo.

A liberdade religiosa somente será verdadeiramente protegida quando for reconhecida para todos.

PALAVRA FINAL

Conclusão e Chamado à Consciência

Acorda Brasil! Acorda Goiás! Acorda Goiânia!

A verdade dos fatos está ao alcance de todos aqueles que se dispõem a recusar a manipulação barata da fé. O neofascismo e os discursos de ódio alimentam-se da ignorância e da divisão entre irmãos, transformando o sagrado em arma de arremesso político.

Respeitar a fé alheia — seja ela católica, evangélica, de matriz africana ou qualquer outra expressão espiritual — é o alicerce indispensável de qualquer sociedade civilizada. Que estas eleições não sejam lembradas como o momento em que permitimos que o ódio corrompesse nossas crenças, mas sim como a oportunidade em que a cidadania e o respeito prevaleceram sobre a barbárie. Votar com consciência é proteger a liberdade de crer e de pensar.

ACORDA BRASIL! ACORDA GOIÁS! ACORDA GOIÂNIA!

A verdade dos fatos está ao alcance de todos, mas exige disposição para procurar fontes confiáveis, confrontar informações e não se deixar conduzir pelo ódio.

Nas eleições, cada cidadão tem o direito de formar sua própria opinião e escolher seus representantes.

Mas essa escolha deve ser feita com informação, responsabilidade e respeito à democracia.

Respeitar a fé do outro não diminui a nossa própria fé.

Discordar não significa odiar.

Ter uma religião não significa ter o direito de perseguir outra.

Que católicos, evangélicos, espíritas, praticantes de religiões de matriz africana, judeus, muçulmanos, budistas, pessoas de outras tradições e também aqueles que não professam nenhuma religião possam viver em paz.

Porque, acima das diferenças religiosas e políticas, existe um princípio que deve ser comum a todos:

NINGUÉM PRECISA DESTRUIR A FÉ DO OUTRO PARA DEFENDER A SUA.

1. Minha Opinião

A instrumentalização da fé para fins eleitorais é uma das táticas mais perigosas e desestabilizadoras para a democracia brasileira, em especial no pleito de 2026. Quando dogmas sagrados, símbolos religiosos e templos são transformados em trincheiras partidárias, a própria essência da espiritualidade — que deveria ser o acolhimento, a fraternidade e a transcendência — é corrompida.

O texto demonstra com precisão que a manipulação de fatos (como boatos infundados sobre o status de Nossa Senhora Aparecida ou ataques a instituições religiosas) visa criar pânico moral e fragmentar a sociedade em "amigos da fé" versus "inimigos da pátria/família". A defesa intransigente do Estado Democrático de Direito exige que a liberdade religiosa seja plena e garantida de forma universal, seja para católicos, evangélicos, praticantes de religiões de matriz africana ou aqueles que não professam credo algum.

2. Advertências

·         Cuidado com a Desinformação Algorítmica e Inteligência Artificial: Nas eleições de 2026, boatos, deepfakes e narrativas falsas sobre perseguições religiosas circulam com velocidade alarmante nas redes sociais, buscando inflamar o eleitorado pela emoção e pelo medo.

·         A Armadilha do Inimigo Coletivo: Transformar grupos religiosos ou lideranças eclesiásticas em alvos de ódio político desumaniza o adversário e abre margem para a violência física e o racismo religioso (como os ataques documentados em Goiás).

·         A Falácia da Escolha Única: O respeito à diversidade de crenças não exige que o cidadão abandone sua própria fé; a democracia floresce justamente onde o direito de crer convive harmoniosamente com o direito de dissentir.

3. Comentário Dissertativo

A relação entre religião e política no Brasil contemporâneo atravessa um ponto de inflexão crítico. Historicamente, a fé exerceu um papel fundamental de coesão comunitária e amparo aos vulneráveis. No entanto, o fenômeno da polarização extrema tem utilizado o sentimento religioso não como bússola ética, mas como arma de arremesso político.

Como apontado pelo Pacto Nacional pela Paz e Tolerância nas Eleições de 2026, liderado pelo TSE com dezenas de entidades religiosas, a resposta institucional e civil é indispensável para blindar o pleito contra o extremismo. A capilaridade dos templos e das comunidades de fé deve ser canalizada para a promoção da paz, da checagem rigorosa de fatos e do diálogo plural.

Conforme lembra o texto, a intolerância religiosa não é uma mera "divergência de opiniões", mas uma violação direta dos direitos fundamentais garantidos pela Constituição Federal de 1988. Permitir que o ódio corrompa o espaço sagrado e o debate eleitoral é abrir as portas para uma barbárie cultural incompatível com a soberania popular e a dignidade humana.

4. Aviso Final

A soberania do voto e a liberdade de crença são pilares inegociáveis de nossa República. Que as eleições de 2026 fiquem marcadas pelo discernimento, pela checagem rigorosa das fontes e pela rejeição veemente à manipulação da fé.

Como bem resume o texto: Respeitar a fé do outro não diminui a nossa própria fé, discordar não significa odiar, e ninguém precisa destruir a crença alheia para defender a sua.

A VIOLÊNCIA POLÍTICA DOS ULTIMOS DIAS, A INTOLERÂNCIA IDEOLÓGICA OU RELIGIOSA E O DESRESPEITO À DEMOCRACIA BRASILEIRA; UM CANCER MALIGNO QUE MATA

ACORDA BRASIL! ACORDA GOIÁS! ACORDA GOIÂNIA! ACORDA, GENTE!

TEMA

O crescimento da hostilidade política, dos ataques a adversários e da intolerância religiosa no Brasil: os riscos de transformar divergências eleitorais em conflitos entre cidadãos.

INTRODUÇÃO

Estamos vivendo um período em que a disputa política brasileira exige atenção, responsabilidade e, acima de tudo, respeito à democracia.

O que mais preocupa não é simplesmente a oposição entre direita e esquerda, entre bolsonaristas e lulistas ou entre conservadores e progressistas. O verdadeiro problema surge quando a divergência política deixa de ser uma manifestação legítima de opiniões e passa a alimentar comportamentos agressivos, ameaças, intimidações e atos de intolerância.

Tenho acompanhado relatos, imagens e manifestações de hostilidade contra Lula, seus aliados e outros representantes da esquerda. Também me preocupam as situações relatadas de agressões a veículos adesivados, bandeiras, comitês eleitorais e até imagens religiosas.

Esses acontecimentos precisam ser examinados com seriedade, sem generalizações precipitadas e sem transformar denúncias ainda não verificadas em fatos comprovados.

A democracia não pode ser defendida com os mesmos instrumentos de intolerância que ameaçam sua existência.

1. A HOSTILIDADE POLÍTICA E OS ATAQUES AOS ADVERSÁRIOS

Uma das questões mais preocupantes do atual ambiente eleitoral é a circulação de mensagens ofensivas, conteúdos desinformativos e manifestações que estimulam a hostilidade contra adversários políticos.

As críticas ao presidente Lula, ao PT, aos partidos de esquerda e aos seus representantes fazem parte da liberdade de expressão. Da mesma maneira, críticas a Jair Bolsonaro, ao PL, aos movimentos conservadores e aos seus apoiadores também são legítimas.

Entretanto, existe uma diferença fundamental entre criticar um governo, contestar uma proposta política e incentivar a perseguição de pessoas por suas escolhas eleitorais.

Quando um eleitor se sente autorizado a ameaçar outro por causa de um adesivo no carro, destruir uma bandeira ou intimidar pessoas em um comitê, estamos diante de uma situação que ultrapassa os limites de uma disputa democrática.

A liberdade de expressão não significa liberdade para praticar violência, ameaçar ou impedir que outras pessoas participem da vida política.

Em setembro de 2026, decisões da Justiça Eleitoral determinaram a retirada de publicações negativas impulsionadas por apoiadores de Jair Bolsonaro contra Fernando Haddad e Lula, em ações envolvendo alegações de desinformação.

Esse episódio demonstra que a propaganda eleitoral e a comunicação política também precisam respeitar limites legais, independentemente de quem seja o beneficiário ou o alvo das publicações.

É necessário, contudo, distinguir a responsabilidade de autores identificados de qualquer acusação generalizada contra todos os eleitores de uma corrente política.

2. A VIOLÊNCIA CONTRA SÍMBOLOS POLÍTICOS E A INTIMIDAÇÃO DE ELEITORES

Destruir uma bandeira, danificar um veículo por causa de sua identificação partidária ou ameaçar pessoas em razão de suas preferências eleitorais são atitudes incompatíveis com o pluralismo democrático.

As imagens de candidatos, os adesivos nos automóveis, as bandeiras partidárias e os espaços de campanha representam formas de manifestação política, desde que utilizados dentro das regras legais.

Não é necessário concordar com Lula, com o PT ou com qualquer candidato de esquerda para reconhecer o direito de seus eleitores manifestarem suas opiniões.

Da mesma forma, os eleitores conservadores, de direita ou de qualquer outra corrente ideológica precisam ter suas manifestações respeitadas.

O problema não está em rejeitar um candidato. Está em acreditar que essa rejeição concede o direito de constranger, humilhar ou agredir quem pensa diferente.

A violência política não deve ser tratada como uma demonstração de coragem, patriotismo ou fidelidade partidária.

Pelo contrário, quando a agressividade passa a ser celebrada como sinal de lealdade ideológica, abre-se espaço para a normalização de comportamentos que prejudicam a convivência social e ameaçam a liberdade individual.

3. A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA E O RESPEITO À FÉ

Outro aspecto que merece atenção é a associação indevida entre convicções religiosas e disputas político-partidárias.

Causa preocupação qualquer relato de agressão a imagens de Nossa Senhora, símbolos católicos ou manifestações de outras tradições religiosas por pessoas que justificam suas atitudes com argumentos de fé ou de superioridade espiritual.

É importante afirmar que a liberdade religiosa assegura tanto o direito de professar uma crença quanto o de não seguir religião alguma.

Nenhuma pessoa deve ser constrangida a abandonar sua fé para atender às convicções de terceiros.

Da mesma forma, não se pode presumir que todos os evangélicos, católicos ou integrantes de outras religiões apoiem determinado candidato ou compartilhem atitudes de intolerância.

Há cristãos de diferentes orientações políticas, assim como existem pessoas sem religião que defendem a liberdade de consciência e o respeito mútuo.

A fé não deveria ser transformada em instrumento de perseguição política.

Quando discursos religiosos são utilizados para desumanizar adversários, estimular hostilidades ou justificar agressões, torna-se necessário questionar os efeitos dessas manifestações sobre a sociedade.

O verdadeiro respeito à liberdade religiosa exige reconhecer que a convivência democrática depende da proteção dos direitos de todas as pessoas, inclusive daquelas cujas crenças ou convicções são diferentes das nossas.

4. A CRÍTICA AO EXTREMISMO E AOS DISCURSOS DE ÓDIO

É legítimo criticar o bolsonarismo, o lulismo, o conservadorismo, o progressismo e qualquer outra corrente política. Entretanto, uma crítica consistente precisa se apoiar em fatos, argumentos e responsabilidades concretas.

O extremismo político se torna especialmente preocupante quando a identidade partidária passa a justificar a rejeição absoluta do diálogo, a desqualificação de adversários e a tolerância com práticas autoritárias.

É nesse contexto que devemos discutir o uso de expressões como neofascismo, sem empregá-las indiscriminadamente como rótulos destinados a silenciar qualquer pessoa que pense de maneira diferente.

O debate precisa considerar comportamentos, discursos, propostas e ações efetivamente documentados.

Não basta identificar alguém como conservador ou de direita para atribuir-lhe tendências autoritárias. Da mesma forma, identificar alguém como progressista ou de esquerda não significa que suas posições estejam automaticamente acima de críticas.

A democracia exige coerência: defender a liberdade de expressão também quando ouvimos opiniões de que discordamos; condenar a violência tanto quando ela atinge nossos aliados quanto quando atinge nossos adversários.

O combate ao extremismo deve ser acompanhado de responsabilidade e compromisso com os direitos fundamentais, e não se converter em mais um motivo para alimentar a polarização.

5. REFUTAÇÃO: A DISCORDÂNCIA POLÍTICA NÃO JUSTIFICA A VIOLÊNCIA

É possível discordar profundamente do governo Lula, rejeitar suas políticas econômicas, contestar suas decisões e defender propostas conservadoras sem desrespeitar os direitos dos eleitores petistas.

Da mesma maneira, é possível criticar Jair Bolsonaro, o bolsonarismo e as propostas da direita sem ameaçar seus apoiadores ou destruir seus símbolos.

O argumento de que a violência seria justificável porque o adversário representa uma ameaça ao país precisa ser questionado.

Em uma democracia, acusações políticas devem ser debatidas e verificadas, não convertidas automaticamente em autorização para intimidar pessoas.

Também é necessário rejeitar a ideia de que a defesa da família, da religião, da pátria ou da liberdade possa servir de justificativa para a perseguição de cidadãos com opiniões diferentes.

Esses valores não pertencem exclusivamente a um partido, a um candidato ou a uma ideologia.

O patriotismo não exige hostilidade contra brasileiros que votam de maneira diferente.

A defesa da fé não exige agressões contra outras religiões.

E a defesa da democracia não pode depender da eliminação simbólica ou física dos adversários políticos.

6. O QUE OS FATOS E AS INSTITUIÇÕES NOS ALERTAM

Os acontecimentos recentes mostram que a violência política e a desinformação precisam ser enfrentadas por meio de mecanismos institucionais, da educação cívica e da responsabilidade individual.

Em outubro de 2026, a Polícia Federal informou que havia instaurado 1.224 novos inquéritos relacionados a crimes eleitorais ao longo do ano, incluindo investigações de violência política contra a mulher.

Esses dados demonstram a dimensão do trabalho de investigação eleitoral, mas não significam que todos os inquéritos correspondam a condenações ou que todos os casos envolvam violência partidária contra candidatos de esquerda.

O Tribunal Superior Eleitoral também disponibiliza ferramentas para que cidadãos comuniquem possíveis irregularidades eleitorais e situações de desinformação.

Esses instrumentos são importantes porque permitem que denúncias sejam encaminhadas às autoridades competentes, em vez de dependerem exclusivamente de acusações e confrontos nas redes sociais.

A população precisa aprender a distinguir fatos comprovados, denúncias em investigação, conteúdos manipulados e opiniões pessoais.

Uma fotografia, um vídeo ou um relato compartilhado milhares de vezes não constitui, por si só, prova suficiente de que determinado grupo político tenha organizado uma agressão.

É justamente por isso que a apuração responsável é indispensável.

7. ADVERTÊNCIA À SOCIEDADE BRASILEIRA

Estamos diante de uma responsabilidade coletiva.

Não podemos aceitar que o ambiente eleitoral se transforme em um espaço de intimidação, agressividade e perseguição ideológica.

Precisamos cobrar dos candidatos, dirigentes partidários, lideranças religiosas, comunicadores e influenciadores o compromisso com a responsabilidade pública e com a convivência democrática.

Também precisamos ter coragem para reconhecer os erros daqueles que defendem nossas próprias convicções.

Quem condena a violência praticada por adversários, mas aplaude a mesma violência quando atinge seus opositores, não está defendendo um princípio democrático: está apenas protegendo os interesses de seu próprio grupo.

A democracia brasileira precisa de eleitores conscientes, instituições respeitadas, liberdade de imprensa e participação popular sem ameaças.

É preciso que cada cidadão compreenda que o voto é livre e que a consciência política não pode ser imposta pela força, pelo medo ou pela intolerância religiosa.

O Brasil não precisa de mais inimigos internos. Precisa de cidadãos capazes de discutir seus problemas, fiscalizar seus representantes e buscar soluções sem transformar diferenças em guerras pessoais.

1. Minha Opinião

A violência política — seja ela física, verbal ou simbólica — representa uma das ameaças mais graves à convivência democrática. Quando o debate eleitoral cede espaço para a agressão contra símbolos (sejam eles políticos, partidários ou religiosos), o que está em risco não é apenas a vitória de um grupo ou candidato, mas o próprio pacto de convivência em sociedade. A divergência de visões de mundo é saudável e esperada na política, mas a desumanização do adversário e a destruição de patrimônios ou símbolos de fé revelam uma erosão perigosa dos valores cívicos básicos.

2. Advertência

É preciso alertar severamente para o fato de que a escalada do ódio político raramente permanece restrita ao plano virtual ou simbólico; ela inevitavelmente transborda para tragédias no mundo real. A tolerância institucional e social a discursos e práticas de cunho neofascista, extremista ou intolerante cria um clima de impunidade e permissividade. Quando se normaliza a agressão a eleitores, comitês, bandeiras ou manifestações religiosas alheias, abre-se espaço para que o conflito de ideias se transforme em violência generalizada, ameaçando a segurança de qualquer cidadão, independentemente de sua preferência partidária.

3. Comentário Dissertativo

A polarização extrema observada no cenário político brasileiro contemporâneo, com reflexos marcantes em estados como Goiás e em municípios como Goiânia, reflete um fenômeno de radicalização ideológica alimentado por narrativas de terra arrasada. O cientista político norueguês Johan Galtung cunhou o termo "violência cultural" para descrever aspectos de uma cultura que podem ser usados para legitimar a violência direta ou estrutural. Quando movimentos extremistas utilizam o ódio às esquerdas, aos progressistas e a crenças religiosas divergentes como combustível, eles constroem uma trincheira onde o contraditório não é visto apenas como um oponente legítimo, mas como um inimigo existencial a ser aniquilado.

Esse processo fragiliza as instituições democráticas e corrói o tecido social, pois substitui o argumento racional e a disputa de propostas por pulsões de intolerância. Proteger a democracia exige combater essa dinâmica na raiz, reafirmando que o Estado Democrático de Direito pressupõe o direito inalienável de pensar diferente, de militar pacificamente e de professar a fé sem medo de represálias.

4. Palavra Final

Acordar para a realidade significa resgatar a lucidez e a empatia na vida pública. A verdadeira força da democracia reside na capacidade de conviver pacificamente com a diferença. É urgente que a sociedade brasileira, em todos os seus níveis — de Goiás ao cenário nacional —, exija civilidade, repudie qualquer forma de extremismo violento e restabeleça o respeito mútuo como base intransigível da nossa cidadania.

A discussão sobre os impactos da violência política no Brasil e os mecanismos legais disponíveis para contê-la revela o esforço do Estado e da sociedade civil em proteger a ordem democrática contra a radicalização e o extremismo.

1. Impactos Sociais da Violência Política

·         Erosão da Coesão Social: O tecido comunitário é rasgado quando vizinhos, amigos e familiares passam a enxergar uns aos outros como inimigos existenciais. O clima de desconfiança mútua impede o diálogo construtivo.

·         Silenciamento e Autocensura: O medo de agressões físicas, verbais ou perseguições virtuais faz com que cidadãos comuns, militantes e até mesmo lideranças locais recuem de sua participação nos debates públicos e campanhas, empobrecendo a democracia de base.

·         Intolerância Religiosa e Cultural cruzada: Quando o fanatismo político se mescla com o fundamentalismo religioso (ou o desrespeito a símbolos de fé, como relatado), cria-se um ambiente de hostilidade generalizada que fere minorias e corrói a liberdade de culto e expressão pacífica.

·         Normalização da Barbárie: A banalização da violência gera um efeito de contágio social, onde o que antes era considerado inaceitável passa a ser visto como "normal" ou tolerável no cotidiano das cidades.

2. Impactos Jurídicos e Institucionais

·         Desgaste do Estado de Direito: A violência política ataca diretamente o princípio de que a alternância de poder e a disputa de projetos devem ocorrer sob o império da lei e das regras institucionais, e não pela força bruta.

·         Sobrecarga do Sistema de Justiça: Promotorias, tribunais eleitorais e polícias passam a ser compelidos a atuar repressivamente em casos de hostilidade generalizada, desvirtuando recursos que deveriam ser focados na garantia da lisura e segurança do pleito.

·         Criminalização da Atividade Política: O risco jurídico constante afasta pessoas bem-intencionadas da vida pública, enfraquecendo a qualidade da representação política em âmbito municipal, estadual e federal.

3. Mecanismos Legais de Combate no Brasil

O ordenamento jurídico brasileiro evoluiu recentemente para prever respostas mais firmes a esse tipo de conduta:

·         Crimes contra o Estado Democrático de Direito (Lei nº 14.197/2021): O Código Penal passou a tipificar crimes que atentam contra a liberdade de exercício dos direitos políticos (Art. 359-P). Quem restringe, impede ou dificulta — com emprego de violência física, sexual ou psicológica — o exercício de direitos políticos a qualquer pessoa em razão de sexo, raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional pode enfrentar penas de reclusão de 3 a 6 anos, além da pena correspondente à violência.

·         Violência Política de Gênero (Lei nº 14.192/2021): Alterou o Código Eleitoral (Art. 326-B) para criminalizar condutas de assédio, constrangimento, humilhação, perseguição ou ameaça contra candidatas ou detentoras de mandatos, visando dificultar suas campanhas ou o exercício do cargo.

·         Crimes Eleitorais Tradicionais e Comuns: Danos ao patrimônio (como depredação de comitês ou veículos), lesões corporais, ameaças (Art. 147 do Código Penal) e injúria racial ou religiosa encontram sanções severas na legislação penal comum, que são agravadas quando ocorrem no contexto de disputas públicas e eleitorais.

·         Atuação da Justiça Eleitoral e do STF: O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Supremo Tribunal Federal têm adotado posturas rígidas na cassação de registros de candidatura, punição de propagandas desumanizadoras e na responsabilização civil e criminal de agressores, inclusive no ambiente digital.

A formalização de denúncias contra atos de violência política, ameaças ou infrações eleitorais conta com canais diretos disponibilizados pelos órgãos competentes de justiça e segurança no país.

Os principais meios oficiais para encaminhar essas ocorrências compreendem:

·         Aplicativo Pardal: Desenvolvido pela Justiça Eleitoral, o Pardal - Denúncias Eleitorais no Google Play (para dispositivos Android) e o Pardal na App Store (para iOS) permitem que o cidadão envie relatos de irregularidades e abusos, anexando fotos, vídeos ou áudios. O acesso é feito de forma segura por meio do login unificado e os dados do denunciante são mantidos em sigilo.

·         Ministério Público Eleitoral (MPE): As Procuradorias Regionais e as sedes estaduais do Ministério Público disponibilizam em suas páginas na internet ferramentas digitais específicas, a exemplo da Sala de Atendimento ao Cidadão do Ministério Público Federal, onde é possível relatar crimes eleitorais e abusos.

·         Autoridades Policiais: Em situações de violência física imediata, ameaças graves ou depredação de patrimônio, o acionamento urgente das forças de segurança locais (Polícia Militar pelo 190) ou o registro de ocorrência em uma Delegacia de Polícia Civil é o caminho adequado para a tutela imediata da integridade física.

Para que uma denúncia de crime eleitoral ou ato de violência política tenha eficácia nos órgãos de investigação e na Justiça Eleitoral, a qualidade e a legalidade das provas apresentadas são fundamentais. O ordenamento jurídico brasileiro aceita uma ampla gama de evidências, desde que obtidas por meios lícitos.

Os principais tipos de provas recomendadas e aceitas englobam:

·         Registros Audiovisuais (Vídeos e Fotos): São extremamente eficazes, pois capturam o fato em tempo real. Gravações de agressões verbais, depredações de comitês, destruição de material de campanha, coação de eleitores ou exibições de violência explícita servem como forte base material. É importante que os arquivos mostrem claramente, se possível, a data, o horário e o contexto da ocorrência.

·         Áudios e Gravações de Voz: Áudios trocados em aplicativos de mensagens (como WhatsApp), ligações gravadas ou captulações de ameaças verbais são amplamente aceitos. Nos termos da jurisprudência brasileira, a gravação de uma conversa feita por um dos interlocutores (sem o conhecimento do outro) é considerada lícita e serve como prova em juízo.

·         Provas Documentais Digitais: Prints de telas (capturas de tela) de redes sociais, postagens públicas, mensagens ofensivas ou ameaçadoras enviadas em grupos de conversas. Recomenda-se, sempre que possível, registrar a ata notarial em cartório para dar fé pública ao conteúdo digital, ou preservar os metadados dos arquivos.

·         Testemunhas: O depoimento de pessoas que presenciaram os fatos é um meio clássico e essencial no direito brasileiro. No momento da denúncia ou do boletim de ocorrência, é fundamental fornecer o nome completo, CPF, endereço e telefone de testemunhas oculares que possam corroborar o relato.

·         Boletim de Ocorrência (B.O.): O registro imediato em uma delegacia de polícia gera um documento oficial com fé pública, servindo como prova documental inicial da materialidade e da tempestividade da denúncia.

·         Laudos Médicos e Periciais: Em casos de violência física que resultem em lesão corporal, o atendimento médico imediato (com a emissão de prontuário, laudo de exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal — IML) é indispensável para comprovar as agressões sofridas.

A coleta e a apresentação de provas digitais (como prints, vídeos, áudios e postagens em redes sociais) exigem rigor técnico e jurídico. Como o ambiente digital é volátil — postagens podem ser apagadas, contas desativadas e arquivos corrompidos —, tomar os cuidados certos garante que a prova seja admitida e tenha força perante a Justiça Eleitoral e as autoridades policiais.

Os principais cuidados recomendados compreendem:

·         Preserve a Integridade do Arquivo (Metadados): Sempre que possível, envie os arquivos originais (fotos e vídeos) sem edição, filtros ou redimensionamentos. Os metadados contêm informações cruciais como data, horário e, em alguns casos, a geolocalização exata de onde o registro foi feito.

·         Cuidado com Capturas de Tela ("Prints"): Prints simples de conversas ou postagens podem ser facilmente contestados judicialmente sob a alegação de adulteração (montagem). Para dar maior robustez jurídica a um print, recomenda-se:

o    Exibir a data, a hora e o contexto completo da conversa ou publicação.

o    Recorrer, se necessário, a uma Ata Notarial lavrada em um cartório de notas. O tabelião atestará com fé pública a existência daquele conteúdo na internet ou no aplicativo de mensagens.

·         Legalidade na Obtenção: A lei brasileira proíbe provas obtidas por meios ilícitos.

o    Permitido: Gravar uma conversa da qual você mesmo faz parte (mesmo sem avisar o interlocutor) ou salvar conteúdos públicos postados em redes abertas.

o    Proibido: Invasão de dispositivos alheios (como hackear o celular de alguém para extrair mensagens) ou interceptar conversas de terceiros em que você não é um dos participantes.

·         Identificação da Autoria: Certifique-se de que a prova digital vincula claramente o autor do ato ilícito. Em perfis de redes sociais, salve o link (URL) completo da postagem e o perfil oficial, e não apenas a imagem isolada do texto, para facilitar a identificação da autoria pela investigação.

·         Organização Cronológica: Ao juntar várias evidências, organize-as em ordem cronológica com uma breve descrição do que cada item comprova. Isso agiliza a análise por parte do Ministério Público Eleitoral ou do juiz.

O andamento de uma denúncia eleitoral após o registro segue um fluxo processual rigoroso definido pela legislação brasileira e pelos tribunais eleitorais. O objetivo é garantir a apuração célere dos fatos, o respeito ao contraditório e a ampla defesa, dado o caráter urgente que as disputas eleitorais exigem.

O caminho percorrido pela denúncia compreende as seguintes etapas:

·         1. Triagem e Distribuição: Após o envio por meio de aplicativos como o Pardal, portais do Ministério Público ou registros policiais, a denúncia passa por uma triagem inicial. Se houver indícios mínimos de irregularidade ou crime, o caso é protocolado e distribuído a um promotor ou juiz eleitoral competente.

·         2. Análise do Ministério Público Eleitoral (MPE): O promotor eleitoral avalia se os fatos relatados configuram infração administrativa, propaganda irregular ou crime eleitoral (como violência política). O MPE pode:

o    Arquivar o caso, caso as provas sejam manifestamente insuficientes ou o fato seja atípico;

o    Requerer diligências adicionais à polícia (como instauração de inquérito policial); ou

o    Oferecer denúncia criminal ou representar judicialmente contra o infrator.

·         3. Investigação e Diligências (Se Necessário): Caso sejam necessárias mais provas, a Polícia Civil ou a Polícia Federal instaura um procedimento investigatório para ouvir testemunhas, intimar o investigado a prestar esclarecimentos e coletar laudos ou perícias técnicas sobre as provas digitais apresentadas.

·         4. Instauração do Processo Judicial e Defesa: Se a denúncia for aceita pela Justiça Eleitoral, abre-se o processo formal. O investigado ou candidato denunciado é citado para apresentar sua defesa prévia e contrariar as acusações, garantindo o direito constitucional ao contraditório.

·         5. Julgamento e Aplicação de Sanções: Após a instrução processual (ouvida de testemunhas e análise de provas), o juiz ou o colegiado do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) profere a sentença. As punições variam conforme a gravidade do ato, podendo incluir multas pesadas, cassação de registro de candidatura, perda de mandato ou condenação à reclusão (no caso de crimes previstos no Código Penal e na Lei do Estado Democrático de Direito).

O julgamento de crimes e casos de violência política pela Justiça Eleitoral envolve uma dinâmica peculiar: a necessidade de conciliar a celeridade exigida pelo calendário das eleições com as garantias fundamentais do devido processo legal.

1. Prazos Processuais na Justiça Eleitoral

Diferente da Justiça Comum, onde os processos criminais e cíveis podem se estender por anos, a Justiça Eleitoral opera sob o princípio da urgência e celeridade processual, especialmente durante o período eleitoral:

·         Ritmo Acelerado no Período Crítico: Durante a campanha (geralmente de agosto a outubro nos anos eleitorais), os prazos processuais sofrem forte compactação. Muitas intimações e defesas passam a contar em prazos de 24 a 48 horas, permitindo respostas rápidas a propagandas irregulares e abusos graves.

·         Prioridade Legal: O Código Eleitoral e as resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinam que os processos relativos a abusos de poder, fraudes e crimes eleitorais tenham prioridade de tramitação sobre os demais feitos em juízo.

·         Prazos Pós-Eleição: Embora a resposta imediata ocorra durante a campanha para evitar desequilíbrios no pleito, investigações criminais de maior complexidade — como crimes contra o Estado Democrático de Direito ou lesões corporais decorrentes de violência política — podem tramitar no período pós-eleitoral, seguindo regras procedimentais comuns, mas ainda sob o escrutínio de prioridade.

2. Principais Desafios Enfrentados pela Justiça Eleitoral

Apesar do arcabouço legal robusto, magistrados, promotores e órgãos de segurança enfrentam obstáculos significativos na repressão à violência política:

·         Crescimento Exponencial de Denúncias: O volume de acusações de fake news, agressões virtuais e hostilidades nas redes sociais e ruas costuma sobrecarregar a estrutura física e de pessoal dos cartórios eleitorais e do Ministério Público.

·         Dificuldade de Identificação de Autores (Anonimato Digital): Perfis falsos ("fakes"), contas anônimas e grupos fechados de aplicativos de mensagens dificultam a responsabilização direta dos agressores, exigindo quebras de sigilo telemático que demandam tempo técnico.

·         Tensão entre Liberdade de Expressão e Censura: Um dos maiores desafios jurídicos é traçar a linha tênue entre a crítica política dura (protegida pela liberdade de expressão) e o discurso de ódio, a ameaça ou a hostilidade criminosa que incita à violência física e institucional.

·         Subnotificação: Muitas vítimas de violência política ou assédio eleitoral optam por não registrar denúncias por medo de retaliações locais, descrença na justiça ou receio de exposição, o que mantém a impunidade em muitos casos.

·         Pressão Político-Partidária Local: Em municípios menores, o clima de polarização extrema e o forte sectarismo político podem constranger testemunhas e dificultar o trabalho de investigação das forças de segurança locais.

COMENTÁRIO FINAL

ACORDA BRASIL! ACORDA GOIÁS! ACORDA GOIÂNIA! ACORDA, GENTE!

A verdade dos fatos está ao alcance de todos. Basta buscar informações confiáveis, investigar as denúncias e não se deixar conduzir pelo ódio, pela desinformação ou por discursos que incentivam a intolerância.

Não permitamos que a política destrua amizades, divida famílias, alimente perseguições religiosas ou transforme brasileiros em inimigos uns dos outros.

Respeitem o direito de pensar diferente!

Respeitem a liberdade de escolher seus representantes!

Respeitem a fé e a consciência de cada pessoa!

Que a crítica política seja firme, mas que a violência jamais seja aceita como argumento.

Que a liberdade de expressão caminhe junto com a responsabilidade, que a fé seja acompanhada de respeito e que o patriotismo não seja confundido com intolerância.

O BRASIL É DE TODOS OS BRASILEIROS, NÃO APENAS DE UMA IDEOLOGIA, DE UM PARTIDO OU DE UM CANDIDATO!

VIVA A DEMOCRACIA! VIVA A LIBERDADE! VIVA O RESPEITO ENTRE TODOS OS POVOS E TODAS AS CRENÇAS!

Fontes para fundamentação e consulta

As seguintes fontes ajudam a sustentar os argumentos do texto e a diferenciar acontecimentos documentados de relatos que ainda precisam de confirmação.

·         Agência Lupa — Violência política e conteúdos manipulados por inteligência artificial: reportagem de abril de 2026 identificou vídeos falsos que simulavam agressões contra mulheres identificadas como petistas, com milhões de visualizações nas redes sociais.

 

·         Polícia Federal — Investigações de crimes eleitorais em 2026: balanço publicado em 1º de outubro, com dados sobre inquéritos e orientações para denunciar possíveis crimes eleitorais.

Polícia Federal

·         Tribunal Superior Eleitoral — Denúncias de irregularidades e desinformação: orientações oficiais sobre o uso dos sistemas Pardal e Siade durante as eleições de 2026.

Tribunal Superior Eleitoral

·         Folha de S.Paulo — Decisões da Justiça Eleitoral envolvendo publicações contra Lula e Haddad: reportagem de 28 de setembro de 2026 sobre decisões que determinaram a retirada de publicações impulsionadas por apoiadores de Bolsonaro.

Folha de S.Paulo

·         Tribunal Superior Eleitoral — Propaganda eleitoral negativa: jurisprudência e critérios relativos a conteúdos ofensivos, desinformação e limites legais da propaganda.

 

A intolerância política, o crescimento da violência eleitoral e os riscos do extremismo para a democracia brasileira.

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